Vice-governador Sérgio Gonçalves fala sobre a crise envolvendo o ex-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, e o atual comando de Elias Rezende
A recente repercussão da live do ex-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves — que comandou a pasta por seis anos e é irmão do governador Marcos Rocha — reacendeu uma crise política dentro do governo de Rondônia. Em entrevista exclusiva, o vice-governador Sérgio Gonçalves comentou a situação, revelando um cenário de tensões internas e questionamentos sobre os rumos da gestão.
A live que expôs o governo
Na transmissão, Júnior Gonçalves respondeu às acusações veiculadas por meios de comunicação que o apontam como alvo de investigações relacionadas a supostos atos de corrupção. Embora não tenha havido apresentação de documentos oficiais até o momento, o episódio gerou grande repercussão pública.
Sérgio Gonçalves ressaltou que, apesar das controvérsias, mantém um relacionamento amistoso com Júnior, reconhecendo sua contribuição à governabilidade do Estado durante os anos em que esteve à frente da Casa Civil. “Ele serviu ao governador e ao Estado de Rondônia por seis anos, com dedicação e comprometimento”, afirmou.
O atual cenário e o papel do novo chefe da Casa Civil
Desde a saída de Júnior, a Casa Civil passou a ser comandada por Elias Rezende, cuja gestão representa uma nova fase na articulação política do Palácio Rio Madeira. Embora o vice-governador não tenha entrado em detalhes sobre o relacionamento com Elias, especialistas e observadores políticos destacam que a transição gerou um ambiente de disputa por influência dentro do governo.
Em meio às acusações que circulam nas redes sociais, Sérgio Gonçalves criticou a disseminação de informações sem comprovação e ataques direcionados, afirmando que “Rondônia não é terra sem lei” e que as instituições do Estado são maduras e preparadas para investigar qualquer irregularidade.
PERGUNTAS QUE O LEITOR DEVE SE FAZER:
- Por que Júnior Gonçalves reapareceu justamente agora, após meses em silêncio?
- O governo Marcos Rocha está mesmo unido — ou há uma guerra fria dentro do Palácio?
- Quem comanda hoje os bastidores do poder: o governador, o vice, ou a nova Casa Civil?
- Elias Rezende é uma figura técnica em busca de ordem — ou o novo operador do jogo sujo?
- E mais importante: quem vai sobreviver politicamente até 2026?
Pré-candidatura e perspectivas para 2026
Sobre os rumores de uma possível saída do governo e candidatura a outro cargo, Sérgio Gonçalves foi enfático ao negar qualquer intenção de renúncia ou troca de mandato neste momento. Confirmou, no entanto, que é pré-candidato ao governo de Rondônia, destacando seu compromisso com a continuidade dos trabalhos iniciados e com as entregas à população.
“Sou pré-candidato e vou até o final do mandato, focado em entregar resultados concretos para a nossa população, em áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública”, declarou.
O futuro do governo Marcos Rocha e o clima político
Com o governador Marcos Rocha em missão internacional, Sérgio Gonçalves assumiu o papel de governador em exercício, e reafirmou a parceria entre ambos, descartando qualquer racha na gestão.
Por outro lado, ele lamentou o ambiente de desunião política atual, sobretudo dentro do próprio partido União Brasil, destacando a necessidade de união para que Rondônia avance.
“Temos que parar tudo e começar de novo, porque a população espera um governo unido e comprometido com as entregas”, concluiu.
Nota do editor: Esta matéria é baseada em declarações públicas feitas por Sérgio Gonçalves e informações oficiais sobre os nomes citados. Nenhuma acusação foi feita sem a devida comprovação documental. Todas as partes citadas terão oportunidade de se manifestar sobre o conteúdo apresentado.

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