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A Polícia Federal virou alvo de pesadas críticas após uma operação controversa que destruiu 75 balsas de garimpo no Rio Madeira, em Humaitá (AM), na última semana. O deputado federal Rafael Fera (Podemos-RO) não mediu palavras ao atacar a ação e classificou a medida como uma verdadeira "covardia contra o povo trabalhador da Amazônia".

A operação, que contou com apoio de órgãos ambientais e de segurança, mirava combater a mineração ilegal na região. Mas o tiro saiu pela culatra: gerou revolta generalizada entre garimpeiros e parlamentares que defendem a atividade como única fonte de renda de centenas de famílias amazônidas.
A POLÊMICA ESTRATÉGIA DA PF
Segundo especialistas, destruir equipamentos em operações contra garimpo ilegal virou prática comum das forças de segurança para inviabilizar definitivamente a continuidade das atividades. A tática, porém, tem sido duramente criticada, especialmente no Norte do país, onde comunidades inteiras vivem exclusivamente do garimpo.
Rafael Fera deixou claro que não é contra fiscalização, mas defende algo diferente: políticas de regularização da atividade garimpeira. Para ele, ações que resultam em prejuízos irreparáveis para trabalhadores são o caminho errado.
BRIGA VAI PARAR NO CONGRESSO
O parlamentar não pretende deixar a situação passar em branco. Fera prometeu levar o debate diretamente ao Congresso Nacional, cobrando alternativas de regulamentação e respeito aos direitos dos garimpeiros.
"Nosso povo não pode mais ser tratado como criminoso", disparou o deputado. "Vou lutar em Brasília para que o garimpeiro tenha direito a trabalhar de forma digna e regulamentada", concluiu, sinalizando que a polêmica está longe de terminar.
A destruição das 75 balsas em Humaitá promete virar um novo capítulo na tensão entre órgãos federais e comunidades que vivem do garimpo na Amazônia.
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RO24H Notícias
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