TEIXEIRÓPOLIS (RO) - Um escândalo de proporções gigantescas abalou o concurso público da Prefeitura de Teixeirópolis, em Rondônia. A Justiça suspendeu todas as nomeações após descobrir que a banca responsável, Instituto Agepe, funcionava literalmente na casa de um dos sócios - e pior: as provas foram feitas pelos próprios parentes dele.

O caso, que parece saído de um filme de comédia, na verdade representa um golpe milionário contra candidatos que pagaram taxas de inscrição para um processo seletivo completamente fraudulento.

O ESQUEMA POR DENTRO

A investigação do Ministério Público de Rondônia (MP-RO) revelou uma verdadeira fábrica de irregularidades:

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→ Prova "cola liberada": Questões vinham com marcações indicando as respostas corretas

→ Segurança zero: Provas armazenadas sem nenhuma proteção

→ Erros em série: Questões duplicadas e correções equivocadas

→ Troca de provas: Candidatos denunciam que avaliações foram substituídas

PREJUÍZO EM CASCATA

O concurso, lançado em 2024, oferecia vagas para todos os níveis - fundamental, médio, técnico e superior - nas áreas de saúde, educação e administração. Centenas de candidatos investiram tempo, dinheiro e esperança em um processo que era puro teatro.

3ª Promotoria de Justiça de Ouro Preto do Oeste descobriu ainda que a prefeitura contratou a empresa sem licitação, tornando todo o processo ilegal desde o início.

JUSTIÇA DESFAZ O ESQUEMA

O magistrado da 2ª Vara Cível de Ouro Preto do Oeste não hesitou: suspendeu todas as nomeações, inclusive dos candidatos já convocados. A decisão também determinou o bloqueio de bens da empresa responsável.

MP-RO agora exige:

  • Devolução integral das taxas de inscrição
  • Anulação completa do concurso
  • Cancelamento do contrato com a prefeitura
  • Condenação da empresa por lesão ao patrimônio público

O QUE VEM POR AÍ

O caso continua sendo analisado pela Justiça, mas já representa um marco na luta contra fraudes em concursos públicos. Para os candidatos lesados, resta aguardar a devolução do dinheiro e torcer para que um novo processo seletivo seja organizado - desta vez, com seriedade.

A descoberta deste esquema caseiro levanta uma questão preocupante: quantos outros concursos pelo Brasil podem estar sendo organizados de forma similar?

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