O sistema prisional de Rondônia está sob forte pressão. A facção criminosa Comando Vermelho (CV) voltou a desafiar diretamente o Estado e ameaça desencadear uma nova onda de violência, caso suas exigências não sejam atendidas. Entre as "reivindicações": TVs nas celas, retorno das visitas íntimas e liberação de alimentos trazidos por familiares, os chamados jumbos.
Informações exclusivas obtidas pelo Rondoniaovivo apontam que a movimentação partiu de membros da facção detidos nas penitenciárias Milton Soares de Carvalho (470) e Jorge Thiago Aguiar Afonso (603). Os detentos articulam protestos dentro das unidades e mobilização de familiares em frente ao Centro Político Administrativo (CPA), como forma de pressão direta contra as autoridades.
REIVINDICAÇÕES EM TROCA DE AMEAÇAS: O PREÇO DO CAOS ANUNCIADO
As exigências, porém, contrastam com o histórico recente da facção. As regalias foram suspensas após atos de indisciplina e apologia ao crime, incluindo a entoação de hinos criminosos e a tentativa de uma fuga em massa frustrada. Em retaliação à contenção da ação, um dos líderes chegou a ameaçar de morte diretores penitenciários e autoridades da Polícia Penal.
Mesmo diante das infrações, a facção agora exige o restabelecimento dos benefícios — e faz isso com ameaças explícitas. Ameaças essas que incluem um movimento orquestrado nas prisões de todo o estado e a utilização de familiares para pressionar órgãos públicos por meio de manifestações coordenadas.
ESTADO ESTÁ NA MIRA: SISTEMA PENAL À BEIRA DE UMA NOVA CRISE?
A legislação penitenciária é clara: regalias só são mantidas mediante boa conduta. Para ter acesso a visitas íntimas e jumbos, o apenado precisa cumprir regras como respeitar os horários, manter disciplina e seguir as normas da unidade. Contudo, fontes indicam que os líderes do CV não apenas ignoraram essas diretrizes, como agora tentam impor suas condições com violência e intimidação.
As autoridades monitoram a movimentação com atenção redobrada. A tensão é crescente e, segundo os próprios detentos, caso o Estado não ceda, os protestos se espalharão por várias penitenciárias, podendo colocar em risco não apenas a segurança dos presídios, mas também a estabilidade institucional.

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