EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL E SILÊNCIO OFICIAL
A corregedora-adjunta da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), Paola Ferreira da Silva Longhi Neiva, voltou aos holofotes de forma nada positiva. Após compartilhar nas redes sociais sua viagem ao Reino Unido, a advogada causou indignação por não ter comunicado qualquer afastamento oficial, mesmo estando em um dos cargos de maior confiança do Legislativo estadual.
SALÁRIO ALTO, VIAGENS PAGAS E NENHUM ESCLARECIMENTO
Nomeada pelo presidente da ALE-RO, deputado Alex Redano, Paola recebe salário bruto de R$ 23.500, além de R$ 1.000 de auxílio, totalizando vencimentos líquidos de R$18.360,58. Somente este ano, ja embolsou R$ 11 mil em diárias custeadas com dinheiro público para dois eventos institucionais:
- R$ 7.500,00 para seminário em Foz do Iguaçu (PR)
- R$ 3.500,00 para o AgroCom, em Cerejeiras (RO)
Todos os gastos constam no Portal da Transparência, mas a ausência de justificativa oficial sobre a viagem à Europa vem gerando incômodo — especialmente por ela ocupar a função de fiscalizar condutas éticas de outros servidores.
REINCIDÊNCIA? PAOLA JÁ FOI ALVO DE POLÊMICA EM 2020
Não é a primeira vez que o nome de Paola Neiva aparece ligado a nomeações questionadas. Durante a pandemia, em 2020, ela foi anunciada como diretora do Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen), em pleno colapso sanitário no estado.
Apesar da urgência do cargo, relatos dizem que Paola sequer chegou a comparecer ao local de trabalho, segundo relatos da época. Havia rumores de que a nomeação seria anulada, e o próprio Diário Oficial não confirmou sua permanência.
A escolha de uma advogada sem experiência técnica para liderar um órgão crucial durante a pandemia gerou revolta entre profissionais da saúde e a sociedade civil. Para piorar, fotos de viagens internacionais da nora do deputado Ezequiel Neiva começaram a circular nas redes e grupos de WhatsApp, reforçando a imagem de uma figura mais afeita ao glamour do que à função pública.
PODER, FAMÍLIA E FALTA DE COMPROMISSO
Casada com o filho do deputado Ezequiel Neiva — conhecido, inclusive, pela polêmica da ponte inacabada —, Paola parece colecionar cargos públicos importantes sem apresentar a contrapartida esperada de dedicação e seriedade. A nova exposição da viagem ao exterior, sem qualquer transparência, aprofunda a desconfiança da população quanto ao uso político da máquina pública.
UMA CORREGEDORA QUE IGNORA O EXEMPLO
A corregedoria-adjunta da ALE-RO tem justamente a missão de garantir a ética e a responsabilidade dos servidores e parlamentares. Ao usar o cargo como trampolim para ostentação, Paola Neiva enfraquece a credibilidade do órgão que deveria zelar pela moralidade institucional.

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