UMA FORTUNA CONSTRUÍDA SOBRE A DESTRUIÇÃO DA FLORESTA COMEÇOU A RUIR NESTA TERÇA-FEIRA (4/11). UMA MEGAOPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL REVELOU COMO MILHÕES DE REAIS, PROVENIENTES DE CRIMES AMBIENTAIS, ERAM LAVADOS EM UM ESQUEMA SOFISTICADO QUE TERMINOU COM A APREENSÃO DE UMA VERDADEIRA FORTUNA EM OURO.

OPERAÇÃO ‘OCCULTA ORIGINIS’: O FIM DA LINHA PARA O CRIME AMBIENTAL

Batizada de "Occulta Originis" – latim para "Origem Oculta" –, a ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Velho e Cujubim. O alvo: uma organização criminosa especializada em lavar dinheiro obtido com a exploração ilegal de madeira na Amazônia.

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A investigação, que começou em 2021, desvendou uma teia complexa de ocultação de patrimônio e movimentações financeiras que ultrapassam a marca de R$ 60 milhões.

TESOURO ILEGAL: 6,4 KG DE OURO ENCONTRADOS EM CONDOMÍNIO DE ALTO PADRÃO

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais realizaram uma prisão em flagrante que expôs a riqueza do grupo: 6,4 quilos de ouro maciço foram apreendidos, além de diversos aparelhos celulares que podem conter provas cruciais para a investigação. A apreensão do ouro ocorreu em um condomínio de luxo na zona Norte de Porto Velho, revelando o contraste entre a vida opulenta dos criminosos e a devastação ambiental que financiava seus ganhos.

A ENGRENAGEM DO CRIME: COMO LARANJAS E EMPRESAS DE FACHADA OCULTAVAM A FORTUNA

Segundo a Polícia Federal, o grupo orquestrava o esquema utilizando "laranjas" e empresas de fachada. Essa estrutura era meticulosamente montada para movimentar o dinheiro sujo e dissimular sua origem criminosa, dificultando o rastreamento pelas autoridades e dando uma aparência de legalidade aos lucros obtidos às custas do meio ambiente.

Esta ação reforça o compromisso da Polícia Federal em proteger o bioma amazônico e combater a criminalidade financeira. A mensagem é clara: tolerância zero contra aqueles que lucram com a destruição da natureza e tentam minar a ordem econômica do país.