A revolta tomou conta do bairro Lagoa, em Porto Velho, na noite desta terça-feira (05). Um jovem de 19 anos foi preso sob suspeita de abuso sexual contra uma criança de apenas 1 ano e 8 meses, e populares tentaram fazer justiça com as próprias mãos.

A descoberta que chocou a família

Tudo começou quando a mãe da criança precisou sair para resolver pendências de um antigo emprego. Ela deixou a filha aos cuidados da avó e da tia. Pouco depois, as duas mulheres também precisaram sair para uma faxina, deixando a bebê com o namorado da tia - o jovem que seria posteriormente preso.

Leia Também:

O horror foi descoberto quando a mãe retornou. Ao dar banho na filha, notou que a criança demonstrava muito desconforto nas partes íntimas. Uma observação mais atenta revelou vermelhidão no órgão genital da bebê.

Confirmação médica e a prisão

A jovem mãe não perdeu tempo e levou a filha até uma policlínica. Lá, o médico confirmou o que ela mais temia: as lesões eram compatíveis com abuso sexual.

Policiais militares foram imediatamente chamados e se dirigiram à residência do suspeito. A cena que encontraram na frente da casa era de completa revolta: cerca de 20 pessoas tentavam invadir o imóvel, sedentes por justiça.

Fúria popular nas ruas

Dentro da casa, os policiais conversaram com o jovem de 19 anos, mas ele preferiu permanecer em silêncio, não apresentando qualquer defesa.

O momento mais tenso aconteceu quando os policiais saíram da residência com o acusado em direção ao camburão. Os populares tentaram arrebatar o suspeito das mãos da polícia e partiram para a agressão física, desferindo socos e chutes.

Foi necessário solicitar reforço policial para conter a multidão e garantir que o jovem fosse encaminhado ao Departamento de Flagrantes em segurança.

Tentativa de invasão na delegacia

Mesmo na delegacia, a revolta popular não cessou. Um grupo de pessoas se concentrou em frente ao prédio, tentando novamente invadir o local para agredir o suspeito.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes, enquanto a criança recebe todo o acompanhamento médico e psicológico necessário.