Espaço para comunicar erros nesta postagem
A tensão entre médicos e o governo de Rondônia explodiu nesta quinta-feira, 28 de agosto. Em uma assembleia histórica, os profissionais aprovaram por unanimidade a deflagração de greve, após o estado praticamente jogar a toalha nas negociações.
O estopim veio três dias antes, no último domingo (25/08), durante uma reunião da Mesa Estadual de Negociação Permanente (MENP). Com médicos presentes de todo o estado, o governo deu um verdadeiro balde de água fria: não haverá propostas para a saúde e, pior ainda, os investimentos no setor serão cortados a partir de 2026.
ENQUANTO ISSO ALGUNS SANGUE SUGAS DA POLÍTICA QUE FORAM CASSADOS, AFASTADOS E PRA PIORAR ESTÃO SENDO INVESTIGADOS, VIVEM PROTEGIDOS DENTRO DA CASA CIVIL E NA GOVERNADORIA DO ESTADO GANHANDO SUPER SALÁRIOS
O GRITO QUE ECOOU NO HOSPITAL DE BASE
Revoltados com a decisão, os profissionais de saúde se reuniram em frente ao Hospital de Base e transformaram sua indignação em um coro ensurdecedor. O grito de guerra que ecoou por toda a área hospitalar foi: "IRA-IRA-IRA, GOVERNADOR É UM TRAÍRA!"
A manifestação espontânea mostrou o nível de revolta da categoria, que não escondeu mais sua frustração com a postura do governo estadual.
O ULTIMATO QUE NINGUÉM ESPERAVA
A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do Sindicato Médico de Rondônia (SIMERO) reuniu profissionais presencialmente e virtualmente de diversas unidades estaduais. O clima era pesado desde o início.
A diretoria do SIMERO apresentou um dossiê completo de todos os esforços feitos nos últimos meses para manter o diálogo. Foram tentativas de valorização profissional e melhoria da assistência à população - todas ignoradas pelo governo.
Mas foi a postura do estado no último domingo que selou o destino das negociações. "Descaso e falta de compromisso" - essas foram as palavras usadas pelos médicos para definir a atitude governamental.
A BOMBA-RELÓGIO ESTOUROU
Com a porta do diálogo fechada pelo próprio governo, os médicos viram apenas uma saída: a paralisação total. A decisão unânime reflete algo que vai muito além da insatisfação - é revolta pura.
"A greve é a única alternativa para pressionar o governo a reconhecer nossa importância e a necessidade urgente de investimentos na saúde pública", explicaram os representantes da categoria.
POPULAÇÃO NO MEIO DO FOGO CRUZADO
O SIMERO fez questão de deixar claro: a mobilização não é apenas pela valorização médica. É uma luta pelo direito da população rondoniense a um sistema de saúde digno e de qualidade.
A ironia é cruel: enquanto os médicos tentam proteger o futuro da saúde pública em Rondônia, o próprio governo sinaliza que pretende reduzir ainda mais os investimentos no setor nos próximos anos.
Agora é aguardar os próximos passos dessa queda de braço que promete abalar todo o sistema de saúde do estado. A pergunta que fica é: quem vai piscar primeiro?
Publicado por:
RO24H Notícias
Ultimas Notícias — Portal de notícias focado em Rondônia e Brasil. Cobertura ampla em política, economia. Você fica por dentro de tudo que acontece em Rondônia, acesse agora. Brasil. Mundo.
Saiba MaisNossas notícias
no celular