Um embate milionário envolvendo a Caerd (Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia) e a Energisa ganhou um novo capítulo nesta semana. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidiu arquivar a representação da distribuidora de energia contra a estatal, mas mandou as acusações de furto de energia – os famosos “gatos” – para o Ministério Público investigar.

A ação, relatada pelo conselheiro Omar Pires Dias, cobrava mais de R$ 37 milhões em dívidas da Caerd. A Energisa ainda acusava a companhia de gestão temerária e de fazer seletividade nos pagamentos de credores, prejudicando diretamente a distribuidora de energia.

📌 O que decidiu o TCE:

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O tribunal afirmou que não tem competência para cobrar dívidas nem para investigar crimes previstos no Código Penal.

As acusações de “gato” foram encaminhadas ao Ministério Público de Rondônia.

O conselheiro destacou que a própria Energisa também possui dívidas históricas com a Caerd e com o Governo de Rondônia, especialmente ligadas a tributos estaduais.

Para ele, a solução deve passar por uma composição direta com o Governo.

🎙️ A versão da Caerd

O atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Lauro Fernandes, que já foi diretor da Caerd, saiu em defesa da companhia. Em vídeo, ele negou que a estatal utilize ligações clandestinas em suas estações.

Segundo Fernandes, o que pode ter ocorrido é que sistemas que já não estão sob a gestão da Caerd, como estruturas repassadas a distritos e outros administradores, tenham feito uso irregular de energia. “A responsabilidade não é da companhia rondoniense”, reforçou.

👉 Agora, caberá ao Ministério Público de Rondônia analisar as denúncias e decidir se abre investigação formal contra a Caerd.