A violência no campo voltou a explodir em Rondônia. Na madrugada desta quarta-feira (11), a Fazenda Norbrasil, em Mutum Paraná, foi palco de um ataque com armas de guerra, atribuído a membros da Liga Camponesa Pobre (LCP).

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Regis Braguin, os invasores atiraram contra funcionários, destruíram patrimônio e deixaram para trás um cenário de guerra. No local, a PM encontrou cápsulas de fuzil 7.62, 5.56, calibre .357, .30 e calibre 12, espalhadas em um raio de mais de 100 metros.

⚠️ Reforço imediato

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Diante do ataque, a PM enviou o Batalhão de Choque e até um helicóptero para sobrevoar a região na tentativa de localizar os responsáveis.

🌱 Devastação ambiental

Ainda de acordo com Braguin, em outra área invadida, integrantes do movimento estão promovendo queimadas e retirada irregular de madeira, ampliando o conflito para além da disputa agrária.

🏕️ A força da LCP em RO

O foco das tensões é o Acampamento Tiago dos Santos, onde vivem cerca de 2 mil pessoas ligadas à LCP – considerada a única organização do tipo atuante em Rondônia com conexão ao movimento sem-terra.

🔴 Histórico sangrento

A disputa pela Norbrasil já deixou mortos de ambos os lados:

2022: o ex-gerente da fazenda, Secimo Mineiro dos Santos, de 62 anos, foi executado com mais de 30 tiros.

No mesmo ano, do lado da LCP, Patrick Gasparini Cardoso também foi morto a bala.

📍 O tamanho da disputa

A Fazenda Norbrasil possui 7 mil hectares, dos quais 4 mil já consolidados em produção. Desde 2022, ela é alvo de conflitos constantes entre posseiros e produtores.

👉 O caso reforça o clima de tensão no campo rondoniense, onde disputas agrárias, violência armada e crimes ambientais caminham lado a lado – e sem perspectiva de trégua.