Uma tentativa extrema de proteger bens materiais acabou em tragédia na capital de Rondônia. Um jovem de 32 anos morreu eletrocutado ao tentar entrar em uma residência que havia sido transformada, sem saber, em uma armadilha mortal.

Segundo a polícia, o responsável pelo imóvel — padrasto da vítima — improvisou um sistema elétrico ligado diretamente à tomada da casa no bairro Nova Esperança, em Porto Velho. A intenção era simples: evitar furtos. Mas o resultado foi devastador.

“ERA SÓ PARA IMPEDIR ROUBOS”, DISSE O PADRASTO

ELE FOI PRESO POR HOMICÍDIO CULPOSO APÓS A MORTE DO ENTEADO

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem de 49 anos estava cansado de ver seus materiais de trabalho sendo levados por criminosos e decidiu montar, por conta própria, um mecanismo de choque elétrico como forma de proteção.

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Na madrugada de sábado (3), a vítima tentou acessar o imóvel escalando o muro. Ao tocar na estrutura eletrificada, recebeu uma descarga fatal e caiu. Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, o jovem já estava sem vida.

A Polícia Militar foi acionada e prendeu o padrasto em flagrante por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — pela responsabilidade direta na instalação da armadilha.

IMPRUDÊNCIA OU DESESPERO?

CASO LEVANTA ALERTA SOBRE O PERIGO DAS “JUSTIÇAS CASEIRAS”

O caso chocou os moradores da região e reacende o debate sobre até que ponto vai o direito à proteção da propriedade e onde começa o risco à vida. Especialistas alertam: instalar dispositivos perigosos, mesmo em defesa do próprio patrimônio, pode transformar vítimas em réus.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias da instalação da armadilha e se o padrasto agiu de forma consciente do risco envolvido.