A Polícia Federal intensificou nesta terça-feira (27/1) as investigações da Operação Bisturi, que apura o caso de tortura contra uma boliviana. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guajará-Mirim e Porto Velho, autorizados pela 1ª Vara de Garantias da capital.

O objetivo é claro: identificar quem forneceu ajuda material e logística para a fuga das duas médicas investigadas, presas preventivamente na semana passada, e apurar possíveis tentativas de obstrução da Justiça.

A CRONOLOGIA QUE REVELA UMA FUGA PLANEJADA

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A Operação Bisturi foi deflagrada em 14/1/2026, quando a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão e se dirigiu aos endereços para executar as prisões preventivas. Porém, as investigadas não foram localizadas - um indício que chamou atenção dos investigadores.

Elementos colhidos posteriormente revelaram algo ainda mais grave: ambas estariam tentando evadir-se da ação policial, com indícios de deslocamento para território boliviano. Essa descoberta motivou a ampliação imediata das investigações.

PF APERTA O CERCO: QUEM AJUDOU NA FUGA?

Agora, a Polícia Federal foca em identificar possíveis colaboradores que possam ter fornecido auxílio para a tentativa de fuga. As buscas desta terça-feira miram justamente obter novos elementos que comprovem:

Auxílio material e logístico à evasão das investigadas

Tentativas de ocultação de fatos

Possível obstrução da atividade policial

A rede de apoio que facilitou a tentativa de fuga pode enfrentar consequências judiciais, já que ajudar foragidos da Justiça configura crime previsto no Código Penal brasileiro.

As investigações seguem em andamento sob sigilo, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.