SERÁ QUE EXISTE UMA MÃO PODEROSA AMORDAÇANDO A JUSTIÇA DE RONDÔNIA ?

Nesta segunda feira 15/12/25, o vereador de Porto Velho, Fogaça, voltou ao centro do debate público ao afirmar em tribuna que vem sofrendo ataques constantes, que, segundo ele, partiriam de setores da imprensa local, grupos de aplicativos de mensagens e pessoas que exercem influência sobre a mídia no município.

Durante pronunciamento, o parlamentar afirmou que há órgãos competentes, como a Polícia Civil e a Polícia Federal, aptos a apurar os fatos e adotar providências. Ele ressaltou que não pode citar nomes publicamente por estar submetido a uma medida cautelar, motivo pelo qual também solicitou que um ofício relacionado ao caso não se torne público. Fogaça declarou ainda que não pretende mais se calar diante das situações que afirma enfrentar.

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Além das falas em plenário, vale ressaltar que o vereador já havia gravado diversos áudios que viralizaram em grupos de WhatsApp. Nessas gravações, ele faz acusações graves, afirma possuir centenas de páginas de documentos e menciona autoridades do Estado, incluindo os deputados estaduais Alex Redano e Ribeiro do Simpol.

Fala do vereador de um dos áudios viralizados:

Enquanto vocês estão preocupados em desviar dinheiro aí da publicidade da Assembleia com autos... e vocês sabem o que eu estou falando... vocês estão falando... eu estou falando de produção... estou falando de Outdoor... estou falando de Busdor... aonde... que gastou, nesse ano, mais de 5 milhões de reais em produção e Outdoor e Busdor. Enquanto que a imprensa do estado toda está aí, a Mingua, recebendo mil reais... enquanto que aí, uma produção da própria agência que faz está aí, ó... Então, deputado, vê o que o senhor está fazendo... os senhores estão ir trabalhando... por causa de dinheiro... os senhores estão prejudicando uma família todinha.

Nos áudios divulgados, Fogaça adota um tom exaltado, afirma que há autoridades articulando contra ele e declara que possui gravações e documentos sob a guarda de pessoas de sua confiança. Ele também sugere que, caso venha a ser preso, esse material seria divulgado. Em outro trecho, o vereador faz referência a supostos gastos elevados com publicidade institucional, citando valores milionários destinados a produção, outdoors e busdoors, enquanto, segundo ele, veículos de imprensa estariam recebendo valores significativamente menores.

Diante do conteúdo divulgado, novos questionamentos se impõem. Desde quando o vereador Fogaça teria conhecimento sobre esses supostos desfalques e irregularidades envolvendo parlamentares? Por que, diante da gravidade das acusações, ele teria se mantido em silêncio até agora?

Também surge a dúvida sobre o que, de fato, está acontecendo nos bastidores do poder político em Rondônia e se as declarações do vereador podem indicar algo além de um embate político. Por que a Justiça ainda não se manifestou publicamente nem apresentou à sociedade rondoniense informações sobre eventual abertura de investigação a partir dessas falas?

Outra questão levantada é se o cenário exposto pelo parlamentar poderia configurar uma espécie de delação indireta envolvendo um suposto grupo corrupto no Estado, ainda que sem formalização oficial até o momento.

Diante da gravidade das declarações, o caso reforça a necessidade de esclarecimentos objetivos, manifestações das autoridades competentes e transparência institucional, para que os fatos sejam apurados e a sociedade tenha respostas claras sobre as denúncias apresentadas.

SERÁ QUE TEREMOS RESPOSTAS, OU O SILÊNCIO DA JUSTIÇA ?