Porto Velho acorda com operação policial que investiga fraude milionária na saúde pública

A manhã desta sexta-feira (16) trouxe à tona um dos maiores escândalos envolvendo recursos públicos da capital. A Operação Sutura cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e revelou um esquema chocante: cirurgias que nunca aconteceram, mas foram pagas com seu dinheiro.

O ESQUEMA QUE ROUBOU DA SAÚDE DOS SERVIDORES

As investigações apontam para um cenário alarmante: procedimentos cirúrgicos teriam sido pagos com recursos públicos, mas jamais realizados. O mais grave? Tudo acontecia com a suposta aprovação de servidores e fornecedores durante a gestão do ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB).

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Um detalhe expõe a farsa: os investigadores encontraram registros de cinco cirurgias de retirada de útero cobradas em nome de uma única paciente – algo impossível na prática médica.

A DENÚNCIA QUE MUDOU TUDO

O prefeito Léo Moraes (PODE) não perdeu tempo. Logo no início de sua gestão, identificou as irregularidades e acionou imediatamente as autoridades competentes. O resultado? A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2) assumiu o caso e construiu um inquérito robusto com provas de corrupção.

"Nossa gestão tomou conhecimento dessas suspeitas ainda no início do ano passado e agiu na velocidade que a situação exigia. Não poderíamos aceitar prejuízos dessa magnitude aos nossos servidores", declarou Léo Moraes em coletiva no Complexo da Polícia Civil.

POR QUE ISSO AFETA VOCÊ DIRETAMENTE

O prefeito foi enfático ao classificar o esquema como "crueldade". E não é exagero: quando recursos da saúde são desviados, quem sofre é a população que depende dos serviços do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município (Ipam).

A mensagem está clara: a nova gestão não tolera corrupção e está determinada a recuperar cada centavo desviado do povo de Porto Velho.

A investigação continua, e novos desdobramentos devem surgir nos próximos dias.


Operação Sutura - Quando a justiça costura os buracos da corrupção.