Após um julgamento intenso que durou quase 12 horas, o Tribunal do Júri da 1ª Vara da Comarca de Porto Velho condenou, nesta terça-feira (11), um homem e uma mulher acusados de cometer um crime bárbaro que chocou a população: o assassinato de Felipe Dias Campos, de forma cruel, covarde e premeditada.

A Justiça reconheceu o crime como homicídio triplamente qualificado, com as agravantes de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O réu, além disso, foi condenado também por ocultação de cadáver.

As penas somam 35 anos de prisão em regime fechado:
🔸 21 anos para o homem, apontado como o principal executor,
🔸 14 anos para a mulher, cúmplice direta do crime.

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A sentença foi proferida pela juíza substituta Eloise Barreto, que conduziu os trabalhos com base no veredito dos sete jurados populares sorteados para a sessão.

DETALHES DO CRIME REVELAM CENAS CHOCANTES DE VIOLÊNCIA E FRIEZA

O crime aconteceu em 9 de novembro de 2023, em uma residência localizada na rua Alexandre Guimarães, bairro Jardim Santana. Segundo o processo, a vítima foi atraída pelos acusados para um encontro armado como emboscada.

Ao chegar ao local, Felipe foi imobilizado e brutalmente espancado, recebendo chutes, socos, golpes de mangueira, facadas e lesões no pescoço, numa execução marcada por requintes de crueldade. A suposta motivação do crime, de acordo com a investigação, seria ciúmes.

Após o assassinato, os criminosos ainda tentaram apagar os rastros, ocultando o corpo da vítima.

JÚRI POPULAR REAFIRMA CONFIANÇA DA SOCIEDADE NA JUSTIÇA

Durante a sessão, defesa e promotoria se revezaram em interrogatórios aos réus e às testemunhas, enquanto a magistrada conduzia os trabalhos com imparcialidade e firmeza. O julgamento reforça a importância do Júri Popular como instrumento de justiça coletiva.

A condenação representa não apenas um desfecho judicial, mas também uma resposta clara da sociedade contra atos de violência extrema e desumanidade.