O governo Lula já admite nos bastidores: as tarifas de 50% anunciadas por Donald Trump contra produtos brasileiros devem entrar em vigor em 1º de agosto, sem sinais de recuo. Fontes próximas ao Planalto revelam que a Casa Branca enviou mensagens claras de que pretende manter a ofensiva, alimentando a tensão entre Brasília e Washington.

 

A medida tem um caráter político, segundo interlocutores do governo, diretamente ligada ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF. Para o Planalto, Trump tenta pressionar Lula e fortalecer Bolsonaro rumo às eleições de 2026. Em carta, o republicano chamou o processo contra Bolsonaro de “caça às bruxas”, e ainda afirmou:

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“É uma vergonha internacional. Este julgamento deve acabar imediatamente!”

 

Além disso, os EUA revogaram vistos de ministros do STF, como Alexandre de Moraes, e do procurador-geral Paulo Gonet, escalando ainda mais a crise.

 

NEGOCIAÇÃO OU RETALIAÇÃO?

Apesar da expectativa mínima de acordo, o governo brasileiro mantém três frentes de ação:

 

Negociações oficiais conduzidas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin;

Pressão de empresários brasileiros sobre políticos americanos para barrar o aumento nos preços de itens como café e suco de laranja;

Preparação para uma retaliação pesada, caso as tarifas sejam confirmadas.

Uma missão parlamentar liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) viaja a Washington nos próximos dias para tentar sensibilizar congressistas americanos.

 

BOLSONARO E O JOGO ELEITORAL

A ofensiva de Trump é vista por aliados de Lula como um movimento para influenciar o cenário político brasileiro. Com Bolsonaro inelegível e usando tornozeleira eletrônica, Trump aposta na reabilitação do ex-presidente ou de aliados próximos.

 

“Manter as tarifas é uma forma de desgastar Lula e abrir caminho para Bolsonaro em 2026”, diz uma fonte do Planalto.

 

Enquanto isso, equipes da Fazenda e do MDIC estudam contramedidas, incluindo quebra de patentes e medidas sobre direitos autorais, embora detalhes sejam mantidos em sigilo. O presidente Lula chamou as tarifas de “chantagem inaceitável” e prometeu reagir:

 

“Usaremos todos os instrumentos legais, da OMC à Lei da Reciprocidade, para defender nossa economia”, afirmou.

 

O impasse comercial pode se tornar a maior crise diplomática entre Brasil e EUA nos últimos anos, com impacto direto no bolso do consumidor americano e nas exportações brasileiras.

 

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